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CONVIVÊNCIA08 Fev 2009
Tanto se fala de amor, mas como se pode falar de amor sem sentir que, por mais que as palavras o descrevam, o gestos o demonstrem, os olhos os reflitam... ainda assim não se consegue explicá-lo totalmente.
Há sempre um faltar que se faz presente, um complemento que não se consegue explicar, uma palavra que não se consegue encontrar...um não sei o quê de intensidade tal que não se ousa alcançar!
Falar de amor é falar de Deus, pois é de amar a Deus que a gente se torna capaz de amar o humano...é amando a Deus que a gente se torna capaz de amar imensamente, despojadamente, sinceramente, livremente! E, quiçá, se possa tocar o amor incondicional, aquele que sabe amar além do amor...que nos torna livres e nos aproxima da vibração de Deus!
Amor exala pureza que remonta ao recôndito de nosso ser...
Amor constrói pontes invisíveis criadas na alma...
Amor refaz paisagens distorcidas...
Amor levita montanhas, transforma cores, aproxima horizontes e coloca cada um frente a frente com seu próprio eu desconhecido e surpreendentemente inocente...
Falar de amor...
Quem poderia falar de toda a extensão do amor?
Amor divino que nos foi presenteado na partícula de Deus que vive em cada um de nós e que nos torna capazes de, como uma pequena parte dele, também saber amar...
E em meio a natureza grandiosa e singela, poderosa e humilde, comum e peculiar do amor que hoje eleva almas e amanhã elevará o próprio planeta que eu ousei falar de amor!
04 Fev 2009
As centenas de emoções que experimentamos se apresentam em múltiplos matizes ou intensidades e na maioria das ocasiões se mesclam com várias outras de modo a ser sempre algo de novo e inusitado a encararmos.
As emoções interferem no sistema imunológico, pois todas elas desencadeiam algum tipo de reação física que podem se tornar patológicas porque aumentam os níveis de toxicidade das células. Através dos sentidos o cérebro recebe os estímulos que produzem reações químicas que através dos neurotransmissores estimulam outros centros que segregam substancias. Assim o tálamo (parte do cérebro) recebe os estímulos vindo dos sentidos e os transmite ao hipotálamo (parte pensante do cérebro)
que regula os impulsos e estados anímicos; o neocórtex incrementou o numero de conexões neurais com o sistema acima desenvolvendo uma grande quantidade de respostas emocionais.
Algumas das reações físicas orgânicas geradas pelas emoções:
A ira aumenta o fluxo sanguíneo das mãos, o ritmo cardíaco e os níveis de hormônios como a adrenalina que geram ações violenta.
A tristeza diminui a energia e o entusiasmo para as atividades triviais.
A alegria aumenta a atividade do centro cerebral responsável por inibir os sentimentos negativos.
O medo empalidece, pois retira o sangue do rosto e de outras zonas do corpo para transmiti-lo a musculatura das pernas e faz com que as conexões nervosas dos centros emocionais do cérebro desencadeiem uma resposta hormonal que deixa todo o organismo em alerta aumentando o ritmo cardíaco e a pressão arterial.
O amor ativa o sistema nervoso parassimpático que relaxa e fornece uma sensação de calma e satisfação.
Para controlá-las e utilizá-las para aumentar nossa capacidade de discernimento, entendimento e inteligência para acessar o equilíbrio do corpo, coração e mente e, enfim, nos aproximarmos cada vez mais do uso integral do cérebro.
04 Fev 2009
O crescimento integral do ser humano, quando este começa a desvendar-se a si mesmo e desenvolver seus aspectos mentais, emocionais e espirituais, o entendimento do externo também se processa e então se pode entender, perceber, assimilar que os componentes do planeta também fazem parte integrante de nossa natureza humana.
Quando os olhos realmente começam a ver e o coração sente verdadeiramente a mente processa a importância do habitat na existência da vida humana. E a partir daí se começa a vivenciar e apreciar o contato com a natureza em sua riqueza e sua simplicidade com todo o sentido de expansão que ela representa.
É através dela que se recarrega as energias extenuadas em lidas e andanças diárias ao se deixar comover pelo canto dos pássaros, o som da água corrente soar como uma celebração e a cor das flores envolverem a alma.
Quando se toca o pé na grama ou na terra nos ligamos ao nosso complemento terreno, o planeta, de que precisamos não apenas para manter a vida do corpo físico, mas também a estabilidade emocional, a sensibilidade espiritual e a receptividade mental.
O homem isolado de seu complemento, a mãe terra, se torna um ser endurecido, estressado, que não consegue mais perceber, intuir, expandir suas potencialidades e acaba se distanciando da sua própria paz interna.
Aceitar que se é parte da criação perfeita que Deus colocou neste planeta para que o caminho de aprendizado e a trajetória de autoconhecimento e a oportunidade da ascensão espiritual se processe de forma natural e equilibrada é o primeiro grande e importante passo para concretizar o que se é no intimo: pleno da essência divina e unos com Deus.
04 Fev 2009
Medo segundo definições clássicas é um sentimento de grande inquietação ante a noção de um perigo real ou imaginário. E é, de certa forma, uma energia paralisante.
E sempre sentimos o medo, mas nunca nos atemos a defini-lo realmente...medo de que? Medo da dor, medo do escuro, medo de sair à rua, medo de ficar, medo de sair...medo: vários aspectos do medo... e como lidar com o medo?
Primeiro precisa entender onde o medo nasce. O medo é um processo mental, que se reflete no corpo. Tudo o que sentimos se origina primeiramente em nossos pensamentos e o medo não é diferente disso...
O primeiro passo para enfrentar o medo é torná-lo consciente e obter o maior número de detalhes que pudermos sobre ele: de que especificamente é o medo? É de algo que acontece, ou ainda não aconteceu? É real, pode realmente acontecer o que estamos pensando? E se acontece, como vamos ou pretendemos reagir a isso? Detalhemos essas perguntas até obtermos a dimensão real e o mais clara possível sobre esse medo...
Segundo passo decidirmos o que fazer com esse medo. Se ele procede, como agirmos em relação a ele: enfrentando-o, buscando as soluções reais para solucioná-lo, mesmo que essa solução deva ser aplicada em doses homeopáticas. Se esse medo não procede, ignoremos, deixemos de lado, esqueçamos, mas não sem antes traçarmos uma estratégia de ação em nossa mente para o caso de um dia ele acontecer realmente...isso ficará gravado em nossa mente e surgirá se um dia for preciso enfrentarmos esse medo cara a cara.
Agora imaginemos essa solução encontrada acontecendo em todos os detalhes...tornemos essa imagem real; visualizemos esta imagem envolta em luz, vivamos essa imagem realmente até estarmos impregnados da certeza de que isto é real e que essa sensação de tudo solucionado substituiu completamente a sensação do medo relacionado a ela...
Usemos PNL diminuindo a luminosidade das imagens do medo e iluminando as imagens da solução; visualizemos a energia saindo da imagem do medo e indo para a outra; transformemos a imagem do medo na imagem deste medo solucionado. Ao longo de certo tempo de aplicação dessa estratégia vamos adquirindo agilidade mental em relação a soluções não só para a questão do medo e teremos transformado a energia do medo em uma produtiva energia de agilidade mental.
25 Jan 2009
O auge de conflitos de qualquer relação leva inexoravelmente a total e completa atitude estóica em relação a esses mesmos conflitos.
Quando um já se perdeu do outro, quando não há mais interesse em ouvir esse outro porque as palavras passaram a ser repetitivas, iguais e sem sentido...quando se sente que internamente todo sentimento morreu e não ficou nada além de dois seres que não se conhecem mais e no momento não conseguem se reconhecer em absolutamente nada...nesse instante é preciso a necessária coragem para reconhecer que uma etapa da vida acabou!
É necessario o discernimento para entender que não se pode viver em um sentimento remendado, colado, escorado com frágeis escoras...é preciso enterrar essa vivência passada junto com todas as mágoas, dores, raivas, ódios, ciúmes...enfim tudo que compôs essa história...e encontrar o distanciamento e o alívio de perdoar e deixar ir, indo também!
E após essa liberdade de poder recomeçar se pode permitir a nós mesmos até uma nova aproximação com esse mesmo alguém...sobre novas bases, sem lembranças, sem histórias passadas...partindo do novo como novas pessoas que são, como novos seres com uma nova visão da vida, do mundo e das pessoas e querendo e permitindo se conhecerem sem se reconhecerem em nada com as figuras do passado.
O importante é perceber, entender e assimilar que só se pode construir depois que os velhos alicerces sejam destruído, só se pode refazer uma relação depois de matar completamente a anterior, mesmo que seja com a mesma pessoa...do contrário, será apenas mais uma relação fragilmente remendada e que não resistirá nem a uma chuvinha de verão.