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		<title>Traços : Traços</title>
		<link>http://mmm-amix.blogsitephp.com/Tracos-b1.htm</link>
		<description>poesia</description>
		<lastBuildDate>Fri, 12 Mar 2010 01:37:10 GMT</lastBuildDate>
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			<title>Traços : Traços</title>
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		<title>Sensual</title>
		<category>Traços</category>
		<pubDate>2009-09-07T02:44:20Z</pubDate>
		<description>Ainda sinto o teu corpo ao meu corpo colado;&lt;br /&gt;nos lábios, a volúpia ardente do teu beijo;&lt;br /&gt;no quarto a solidão, desnuda, ainda te vejo,&lt;br /&gt;a olhar-me com olhar nervoso e apaixonado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partiste!... Mas no peito ainda sinto a ânsia e o latejo&lt;br /&gt;daquele último abraço inquieto e demorado...&lt;br /&gt;- Na quentura do espaço a transpirar pecado,&lt;br /&gt;Ainda baila a figura estranha do desejo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso mais viver sem ter-te nos meus braços!&lt;br /&gt;- Quando longe tu estás, minha alma se alvoroça&lt;br /&gt;julgando ouvir no quarto o ruído dos teus passos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na lembrança revejo os momentos felizes,&lt;br /&gt;e chego a acreditar que a minha carne moça&lt;br /&gt;na tua carne moça até criou raízes!...&lt;br /&gt;</description>
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		<title>Variações sobre um tema banal</title>
		<category>Traços</category>
		<pubDate>2009-09-07T02:41:04Z</pubDate>
		<description>I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te esqueças que a vida é um momento que voa&lt;br /&gt;um efêmero instante de beleza e alento;&lt;br /&gt;vive pois sem temor e com desprendimento&lt;br /&gt;o que ela te ofertar, sem maldize-la à-toa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E&#039; uma nuvem que muda aos caprichos do vento!&lt;br /&gt;Se hoje a perdes... O tempo nunca te perdoa!&lt;br /&gt;Vida! Repara bem como a palavra soa!&lt;br /&gt;Não temas pronunciá-la com deslumbramento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguém, não sei quem é, mas disto estou seguro,&lt;br /&gt;que nos há de intimar num remoto futuro&lt;br /&gt;a dar contas da vida que um dia ganhamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E após tal julgamento estranho, com certeza&lt;br /&gt;havemos de sofrer e pagar, se em defesa&lt;br /&gt;não der-mos as razões porque a desperdiçamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que a vida te der, seja migalha embora,&lt;br /&gt;se é migalha de amor, de prazer, de alegria,&lt;br /&gt;- colhe-a! que esta migalha é o pão de cada dia,&lt;br /&gt;e há de um dia chorar quem hoje a jogar fora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem muito quer, despreza o pouco, sempre chora,&lt;br /&gt;ou quem indiferente segue, de alma fria,&lt;br /&gt;há de um dia parar e há de lembrar-se um dia&lt;br /&gt;do clarão que se foi numa longínqua aurora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, nada haverá... nem mais frutos nos ramos&lt;br /&gt;nem migalhas de amor - se outrora as desprezados,-&lt;br /&gt;e a indiferença de ontem sofre arrependida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ante a sombra que vem velar nosso desgosto&lt;br /&gt;procuramos em vão uma aurora perdida&lt;br /&gt;na luz que desespera e morre num sol-posto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hás de te arrepender sempre tarde demais&lt;br /&gt;dos momentos de amor ou de puro prazer&lt;br /&gt;que com medo talvez, não quiseste colher&lt;br /&gt;e ficaram em branco ... inúteis, para trás ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vive com todo o ardor de que fores capaz&lt;br /&gt;e a essa paixão entrega, em êxtase, teu Ser.&lt;br /&gt;Ah! bem pior do que a dor vivida, podes crer,&lt;br /&gt;é a dor de não poder vivê-la nunca mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não receies sofrer, que é vida o sofrimento.&lt;br /&gt;Receia, e com razão - cada dia perdido&lt;br /&gt;sem que o amor te arrebate ou te perca um momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De nada há de servir-te o desespero teu,&lt;br /&gt;pois mais vale chorar o amor que foi vivido&lt;br /&gt;que lastimar o amor que um dia se perdeu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes já ouvi dizer amargamente&lt;br /&gt;quando a noite do tempo chegou sem alarde:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;só agora depois que o coração não arde,&lt;br /&gt;não arde o coração... e a alma já não sente...&lt;br /&gt;- vejo, quanto perdi, irremediavelmente,&lt;br /&gt;por ter sido na vida, um tímido, um covarde!&lt;br /&gt;Ah! se pudesse ser o que fui, novamente!&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes já ouvi dizer... mas muito tarde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofrimento absurdo esse arrependimento&lt;br /&gt;de tudo ter podido alcançar num momento&lt;br /&gt;e tudo ter perdido sem erguer a mão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E abatido ir sentido a invasão desse tédio&lt;br /&gt;que vai enregelando aos poucos, sem remédio:&lt;br /&gt;a alma, o sonho, a esperança, a vida, o coração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes se arrepender do que se fez um dia&lt;br /&gt;por sincero prazer pondo tudo de lado,&lt;br /&gt;do que o arrependimento de se ter deixado&lt;br /&gt;de fazer, por temor... - se o coração pedia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se colheste a emoção com intensa alegria&lt;br /&gt;e se foste feliz e marcaste o passado,&lt;br /&gt;bendiz esse segundo ou essa hora, - esse dia&lt;br /&gt;em que o mundo foi teu, vencido e conquistado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é uma aventura e é preciso vivê-la!&lt;br /&gt;Nada há que justifique uma abstinência ao mundo,&lt;br /&gt;- ergue a mão para o céu e colhe a tua estrela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E&#039; a hora do Natal... A estrela é o teu presente!&lt;br /&gt;Mesmo que ela cintile apenas um segundo,&lt;br /&gt;contigo hás de levá-la indefinidamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreve com teu sangue o teu próprio romance&lt;br /&gt;enche-o com teu amor, misto de sonho e vinho,&lt;br /&gt;mais vale ter no peito enterrado um espinho&lt;br /&gt;depois - que a solidão até onde a vista alcance...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofrimento é afinal perceber, de relance,&lt;br /&gt;que já estamos ao fim de um imenso caminho&lt;br /&gt;e que tudo que esteve um dia ao nosso alcance&lt;br /&gt;passou... E olhar em torno, e se sentir sozinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não tentes voltar, porque a vida não volta...&lt;br /&gt;Jogarás contra o vento a angústia e o desespero&lt;br /&gt;e em espumas verás tua inútil revolta. . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vive, pois... E se assim te falo, e isso te digo,&lt;br /&gt;é que poderás ver no instante derradeiro&lt;br /&gt;que se a vida foi vã a memória é um castigo!&lt;br /&gt;</description>
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		<title>Chovia... chovia...</title>
		<category>Traços</category>
		<pubDate>2009-09-07T02:40:12Z</pubDate>
		<description>Naquela tarde, como chovia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro de que a chuva caia&lt;br /&gt;lá fora&lt;br /&gt;sem parar,&lt;br /&gt;e seu surdo rumor até parecia&lt;br /&gt;um sussurro de quem chora&lt;br /&gt;ou uma cantiga de embalar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro de que tu chegaste&lt;br /&gt;inquieta, ansiosa,&lt;br /&gt;mas logo te aconchegaste&lt;br /&gt;em meus braços, quietinha...&lt;br /&gt;(...enroladinha como uma gatinha...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu quase não sabia que fazer:&lt;br /&gt;se de encontro ao meu peito te deixava adormecer...&lt;br /&gt;se te mantinha acordada, para seres minha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro que chovia, chovia sem parar...&lt;br /&gt;E que a chuva caía a turvar as vidraças&lt;br /&gt;anoitecendo o quarto em tons baços...&lt;br /&gt;Me lembro de que te sentia&lt;br /&gt;aconchegada em meus braços...&lt;br /&gt;Me lembro de que chovia...&lt;br /&gt;E de que era bom porque chovia,&lt;br /&gt;e porque estavas alí, e porque eu te queria...&lt;br /&gt;Sim, me lembro que tudo era bom...&lt;br /&gt;E que a chuva caía, caía,&lt;br /&gt;monótona, sem parar,&lt;br /&gt;naquele mesmo tom...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela tarde, amor, como chovia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, quando longe de ti, nem sou mais eu&lt;br /&gt;em minha melancolia,&lt;br /&gt;não posso mais ouvir a chuva cair&lt;br /&gt;que não fique a lembrar tudo que aconteceu&lt;br /&gt;naquele dia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia&lt;br /&gt;enquanto chovia...</description>
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		<title>Carta a um amor impossível</title>
		<category>Traços</category>
		<pubDate>2009-09-07T02:39:07Z</pubDate>
		<description>Recebi tua carta, - e ainda sob o peso&lt;br /&gt;da emoção que me trouxe, eu te escrevo, surpreso,&lt;br /&gt;reavivando na minha lembrança esquecida&lt;br /&gt;certos traços sem cor de uma história perdida:&lt;br /&gt;- falo dos poucos dias que passamos juntos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão longe agora estas Quantos belos assuntos,&lt;br /&gt;a que eu não quis, nem soube mesmo dar valor,&lt;br /&gt;relembras com um estranho e desvelado amor...&lt;br /&gt;Tua carta é tão doce, e tão cheia de cores&lt;br /&gt;que, dir-se-ia a escreveste com o mel que há nas flores,&lt;br /&gt;sobre o azul de um papel tão azul, que o papel&lt;br /&gt;faz a gente pensar num pedaço de céu!&lt;br /&gt;Impregnado nas folhas chegou até mim,&lt;br /&gt;um perfume sutil e agreste de jasmim&lt;br /&gt;e um pouco do ar sadio e puro de montanha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranha a tua carta, inesperada e estranha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixas nas minhas mãos a tua alma confiante,&lt;br /&gt;ante a revelação desse amor deslumbrante&lt;br /&gt;e abres teu coração, num gesto de ansiedade,&lt;br /&gt;sob a opressão cruel de uma imensa saudade.&lt;br /&gt;Dizes que só por mim tu vives, - que a tristeza&lt;br /&gt;é a companheira fiel que tens por toda parte,&lt;br /&gt;e me falas assim com tamanha franqueza&lt;br /&gt;que eu nem sei que dizer receando magoar-te!&lt;br /&gt;Não compreendo esse amor que revelas por mim&lt;br /&gt;nem mereço a ternura e o enlevo sem fim&lt;br /&gt;de um só trecho sequer de tudo o que escreveste,&lt;br /&gt;- por exemplo, - de um trecho belo e bom, como este:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Teu olhar é o meu sol! Vivo da sua luz!&lt;br /&gt;- e mesmo que esse amor seja como uma cruz&lt;br /&gt;eu o levarei comigo em meu itinerário!&lt;br /&gt;e o bendirei na dor ascendendo ao Calvário!&lt;br /&gt;Sem ele não existo; e sem ti, meu destino&lt;br /&gt;será vazio, assim como o bronze de um sino&lt;br /&gt;que ficou mutilado e emudeceu seus sons&lt;br /&gt;na orquestra matinal dos outros carrilhões!&lt;br /&gt;Quero ser tua sombra até, - e quando tudo&lt;br /&gt;te abandonar na vida, e o frio, e quedo, e mudo,&lt;br /&gt;encerrarem teu corpo em paz sob um lajedo,&lt;br /&gt;eu ficarei contigo ao teu lado, sem medo,&lt;br /&gt;e sozinha e sem medo eu descerei contigo&lt;br /&gt;oh! meu único amor! oh! meu querido amigo!&lt;br /&gt;- para que os nossos corpos juntos, abraçados,&lt;br /&gt;fiquem na mesma terra em terra transformados!&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escreves tudo assim, - e eu nem sei que te diga&lt;br /&gt;nesta amarga resposta, oh! minha pobre amiga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarde, tarde demais... Bem me arrependo agora&lt;br /&gt;do amor que te inspirei, daquele amor de outrora&lt;br /&gt;que eu julgava um brinquedo a mais em minha vida&lt;br /&gt;e a quem davas tua alma inteira e irrefletida...&lt;br /&gt;Releio a tua carta, e confesso que sinto&lt;br /&gt;o ter-te que falar sobre esse amor extinto,&lt;br /&gt;um prelúdio de amor que ficou sem enredo&lt;br /&gt;e que só tu tocaste em surdina, em segredo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizes que o que eu mandar, farás... e que és tão minha&lt;br /&gt;que mesmo que não te ame e que fiques sozinha&lt;br /&gt;bastará para ti a lembrança feliz&lt;br /&gt;dos dias de ilusão em que nunca te quis!&lt;br /&gt;E escreves, continuando essa carta que eu leio&lt;br /&gt;com uma vontade louca de parar no meio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Minha vontade é a tua! E meu destino enredo&lt;br /&gt;no teu!... És o meu Deus! Teu desejo é o meu credo!&lt;br /&gt;Creio na tua força e no teu pensamento,&lt;br /&gt;e nem um só segundo e nem um só momento&lt;br /&gt;deixarei de seguir-te aonde quer que tu fores,&lt;br /&gt;seja a estrada coberta de espinhos ou flores,&lt;br /&gt;te aureole a fronte a glória e te sirva a riqueza&lt;br /&gt;ou vivas no abandono e sofras na pobreza!&lt;br /&gt;Serei outra Eleonora Duse, e te amarei&lt;br /&gt;com um amor infinito, sem razão nem lei.&lt;br /&gt;Tu serás o meu Poeta imortal, - meu Senhor,&lt;br /&gt;a quem entregarei minha alma e o meu amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio na tua força e no teu pensamento!&lt;br /&gt;- faço dela um arrimo, e tenho nele o alento&lt;br /&gt;da única razão que dirige meus atos;&lt;br /&gt;- é a lógica fatal das cousas e dos fatos!&lt;br /&gt;Orgulho-me de ser a matéria plasmável&lt;br /&gt;onde o teu gênio inquieto, e nervoso, e insaciável,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há de esculpir uma obra à tua semelhanças!&lt;br /&gt;Junto a ti sou feliz e me sinto criança&lt;br /&gt;curiosa de te ouvir, fascinada e atraída&lt;br /&gt;pela tua palavra alegre e colorida!&lt;br /&gt;E se falas da vida ou se o mundo desvendas&lt;br /&gt;os assuntos ressoam na alma como lendas&lt;br /&gt;e tudo é novo e é belo, e tudo prende e atrai,&lt;br /&gt;de um simples botão que se abre a um pingo d&#039;água que caí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há em tudo uma alma nova! Há em tudo um novo encanto!&lt;br /&gt;Tantas vezes te ouvi! E sempre o mesmo espanto&lt;br /&gt;quando tu me dizias, que era tarde, era a hora&lt;br /&gt;em que eu ia dormir em que te ias embora...&lt;br /&gt;Muitas vezes, deitada, - eu rezava baixinho&lt;br /&gt;uma prece que fiz só para o meu carinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com meus beijos de amor matarei tua sede,&lt;br /&gt;com os meus cabelos tecerei a rede&lt;br /&gt;onde adormecerás feliz, imaginado&lt;br /&gt;que é a noite que te envolve e te embala cantando;&lt;br /&gt;formarei com os meus braços o ninho amoroso&lt;br /&gt;onde terás na volta o almejado repouso;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;minhas mãos te darão o mais terno carinho&lt;br /&gt;e julgarás que é o vento a soprar de mansinho&lt;br /&gt;sussurrando canções e desfeito em desvelos&lt;br /&gt;a desmanchar de leve os teus claros cabelos!&lt;br /&gt;No meu seio, - que a uma onda talvez se pareça,&lt;br /&gt;recostarei feliz, enfim, tua cabeça,&lt;br /&gt;e nada, nenhum ruído há de te perturbar!&lt;br /&gt;- meu próprio coração mais baixo há de pulsar...&lt;br /&gt;Quando o sol castigar as frondes e as raízes&lt;br /&gt;com o meu corpo farei a sombra que precises,&lt;br /&gt;e se o inverno chegar, ou se sentires frio,&lt;br /&gt;em mim hás de achar todo o calor do estio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te rias, - bem sei que te digo tolices,&lt;br /&gt;mas ah! se compreendesses tudo, ou se sentisses&lt;br /&gt;a alegria que sinto ao te falar assim,&lt;br /&gt;talvez que não te risses, meu amor, de mim...&lt;br /&gt;Isto tudo, - é obra apenas da fatalidade,&lt;br /&gt;- quando o amor é uma doença e é uma febre a saudade.&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tua carta é uma frase inteira de ternura,&lt;br /&gt;como uma renda fina, cuja tessitura&lt;br /&gt;trai a mão delicada e a alma de quem a fez&lt;br /&gt;Ela é bem a expressão da mulher, que uma vez...&lt;br /&gt;(mas não, não recordemos estas cousas mais,&lt;br /&gt;- para o teu bem, deixemos o passado em paz&lt;br /&gt;se o não posso trazer num augúrio feliz&lt;br /&gt;para a prolongação de um sonho que eu desfiz...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tua carta é o reflexo da tua beleza,&lt;br /&gt;e há no seu ofertório a singela pureza&lt;br /&gt;desse amor que te empolga e te invade e domina!&lt;br /&gt;(Uma alma de mulher num corpo de menina!)&lt;br /&gt;Reli-a muito, a sós... - Mais adiante tu dizes,&lt;br /&gt;com esse místico dom das criaturas felizes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&quot;Amo, para a alegria suprema e indizível&lt;br /&gt;de humilhar-me aos teus pés tanto quanto possível,&lt;br /&gt;e viverei feliz, como a poeira da estrada&lt;br /&gt;se erguer-me ao teu passar, numa nuvem dourada&lt;br /&gt;cheia de sol e luz, - nessa glória fugaz&lt;br /&gt;de acompanhar-te os passos aonde quer que vás!&lt;br /&gt;Não importa que eu role depois no caminho,&lt;br /&gt;não importa que eu fique abandonada e só,&lt;br /&gt;- quem nasceu para espinho há de ser sempre espinho!...&lt;br /&gt;- quem nasceu para pó, há de sempre ser pó!&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz-me mal tua carta, muito mal... Receio&lt;br /&gt;pelo amor infeliz que abrigaste em teu seio,&lt;br /&gt;e uma angústia mortal me oprime e me castiga,&lt;br /&gt;deixa que te confesse, oh! minha pobre amiga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensei... Não pensei que te afeiçoasses tanto,&lt;br /&gt;nem desejava ver a tristeza do pranto&lt;br /&gt;ensombrecer teus olhos... Quando tu partiste,&lt;br /&gt;não compreendia bem por que ficaste triste&lt;br /&gt;nem quis acreditar no que estavas sentindo...&lt;br /&gt;Hoje, - hoje eu descubro que o teu sonho lindo&lt;br /&gt;era mais do que um sonho, - era mesmo, em verdade&lt;br /&gt;uma grande esperança de felicidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me perdoarás no entanto... ah! não fosses tão boa!&lt;br /&gt;E eu insisto de joelhos a teus pés: - perdoa!&lt;br /&gt;Se eu soubesse, ou se ao menos eu adivinhasse&lt;br /&gt;o que não pude ver além de tua face&lt;br /&gt;e o que não soube ler velado em teu olhar,&lt;br /&gt;não teria deixado esse amor te empolgar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdoa o involuntário mal que te causei!&lt;br /&gt;A carta que escreveste, e há bem pouco guardei,&lt;br /&gt;um grande mal também causou-me sem querer:&lt;br /&gt;- é bem rude e bem triste a gente perceber&lt;br /&gt;que encontrou seu ideal, - o seu ideal mais belo,&lt;br /&gt;- e o destruir, tal como eu, que agora o desmantelo!&lt;br /&gt;É doloroso a gente em mil anos sonhá-lo&lt;br /&gt;e inesperadamente ter que abandoná-lo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se algum amor eu quis, esse era igual ao teu&lt;br /&gt;que tudo me ofertou e nada recebeu;&lt;br /&gt;ingênuo e puro amor, simples, sem artifícios,&lt;br /&gt;capaz como bem dizes &quot;de mil sacrifícios,&lt;br /&gt;e de mil concessões, chorando muito embora,&lt;br /&gt;só para ver feliz o ente que quer e adora!&quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensar que isso tudo que tu me ofereces:&lt;br /&gt;-teu raro e imenso amor, teus beijos tuas preces,&lt;br /&gt;a tua alma de criança ainda em primeiro anseio;&lt;br /&gt;e o teu corpo, onde a forma ondulante do seio&lt;br /&gt;não atingiu sequer seu máximo esplendor;&lt;br /&gt;tua boca, ainda pura aos contatos do amor;&lt;br /&gt;- e dizer que isso tudo, isso tudo afinal&lt;br /&gt;que era o meu velho sonho e o meu maior ideal,&lt;br /&gt;abandono, desprezo, renuncio e largo&lt;br /&gt;com um gesto vil como este, indiferente e amargo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, já estás vingada... E porque ainda és criança&lt;br /&gt;há de este falso amor te ficar na lembrança&lt;br /&gt;como uma experiência... (a primeira vencida&lt;br /&gt;das muitas que talvez ainda encontres na vida... )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um dia então... - quem sabe se não será breve?&lt;br /&gt;- descobrirás na vida aquele amor que deve&lt;br /&gt;transformar teu destino e realizar teu sonho...&lt;br /&gt;Antevendo esse dia de festa, risonho,&lt;br /&gt;comporei, como um véu de noiva, para as bodas,&lt;br /&gt;a mais bela poesia, a mais bela de todas...&lt;br /&gt;(... Recebendo-a, dirás, esquecida e contente:&lt;br /&gt;- &quot;quem teria enviado este estranho presente?&quot;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sé feliz, minha amiga ... eu me despeço aqui...&lt;br /&gt;Lamento o meu destino, porque te perdi&lt;br /&gt;e maldigo esta carta pelo que ela diz...&lt;br /&gt;Não chores, - porque eu sei que ainda serás feliz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que as lágrimas de hoje, - enxuguem-se ao calor&lt;br /&gt;de um verdadeiro, eterno e imorredouro amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P. S. - Sê feliz. Amanhã tudo isto será lenda ...&lt;br /&gt;E pede a Deus, por mim, - que eu nunca me arrependa...</description>
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	<item>
		<title>Orgulho e renúncia</title>
		<category>Traços</category>
		<pubDate>2009-09-07T02:36:40Z</pubDate>
		<description>Não penses que a mentira me consola:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;parte em silêncio, será bem melhor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tudo terminou a tua esmola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu sofrimento ainda fará maior...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te condeno nem te recrimino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ninguém tem culpa do que aconteceu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem posso contrariar o meu destino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem tu podias contrariar o teu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofro, que importa? mas não te censuro,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o inevitável quando chega é assim,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-se esse amor não devia Ter futuro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;foi bem melhor precipitar seu fim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te condeno nem te recrimino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tinha que ser! Tudo passou, morreu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada qual traz do berço seu destino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e esse afinal, bem doloroso, é o meu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho, é que a afeição quando se acabe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;traga inútil consolo ao nosso fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando penso que ainda ontem, - quem o sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tenha sentido algum amor por mim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não procures mentir. Compreendo tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo por si justificado está:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- não tens culpa se te amo... se me iludo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se a vida para mim é que foi má...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vês? Meus olhos chorando estão contentes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fales nada. Vai! Ninguém te obriga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a dizeres aquilo que não sentes,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem eu preciso disto minha amiga...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte. E que nunca sofrer alguém te faça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que sofri com o teu ingênuo amor;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- pensa que tudo morre, tudo passa,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que hei de esquecer-te, seja como for...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensa que tudo foi uma tolice...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só mais tarde, bem sei, - compreenderás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as palavras de dor que não te disse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e outras, de amor... que não direi jamais!&lt;br /&gt;</description>
		<guid>http://mmm-amix.blogsitephp.com/Tracos-b1/Orgulho-e-renuncia-b1-p210.htm</guid>
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		<title>História de amor</title>
		<category>Traços</category>
		<pubDate>2009-09-07T02:35:13Z</pubDate>
		<description>Vieste... E me falaste de um alguém infiel&lt;br /&gt;que traíra a tua vida&lt;br /&gt;e a quem deras no entanto o teu amor...&lt;br /&gt;Vieste... E me falaste a linguagem de fel&lt;br /&gt;da tua alma ferida,&lt;br /&gt;( e em teus olhos havia atormentada e presa&lt;br /&gt;uma imensa tristeza, um profundo amargor...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem te viu como te vi - a falar a linguagem&lt;br /&gt;da suprema amargura&lt;br /&gt;da incurável desilusão,&lt;br /&gt;como quem abatido chega ao fim da viagem&lt;br /&gt;e encontra um velho sonho de ventura&lt;br /&gt;em pedaços no chão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem te viu como eu vi – beirando o precipício&lt;br /&gt;e quase em desatino,&lt;br /&gt;sem saber procurar se quer um novo início&lt;br /&gt;para o seu destino...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vieste... e eu dei-te o abrigo dos meus braços,&lt;br /&gt;- comovi-me... e senti meus olhos baços&lt;br /&gt;diante da tua dor...&lt;br /&gt;e sem que eu próprio saiba como consegui&lt;br /&gt;aos poucos, muito aos poucos, dia a dia, eu vi&lt;br /&gt;que vencias o infiel, o amargurado amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tarde... em que te vi chegar, rindo e chorando,&lt;br /&gt;numa emotividade&lt;br /&gt;que punha em teu olhar imprevisto esplendor,&lt;br /&gt;pensei que nessa tarde enfim, eu te pudesse&lt;br /&gt;desvendar meu segredo de felicidade&lt;br /&gt;e pedir teu carinho para meu amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaste... Me entregaste a mão, e me disseste&lt;br /&gt;entre terna e comovida:&lt;br /&gt;- Ah! Meu amigo!&lt;br /&gt;nem tu compreenderás todo o bem que fizeste&lt;br /&gt;agora que afinal posso seguir de novo&lt;br /&gt;radiante, sem perigo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entre terna e comovida&lt;br /&gt;silenciaste,&lt;br /&gt;e me entregaste a mão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a despedida...&lt;br /&gt;- pior que a despedida: - era a separação...&lt;br /&gt;Num derradeira gesto impensado, numa alegria louca&lt;br /&gt;no instante de partir:&lt;br /&gt;- beijaste-me na boca&lt;br /&gt;e te foste a sorrir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que? Para que me beijaste-me na boca?&lt;br /&gt;Hoje a minha alma sofre , e o meu desejo goza&lt;br /&gt;a angústia dessa lembrança...&lt;br /&gt;Ah! Meu amor... o quanto foste louca&lt;br /&gt;e impiedosa,&lt;br /&gt;o quanto foste criança!</description>
		<guid>http://mmm-amix.blogsitephp.com/Tracos-b1/Historia-de-amor-b1-p209.htm</guid>
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		<title>Filosofia</title>
		<category>Traços</category>
		<pubDate>2009-09-07T02:34:23Z</pubDate>
		<description>Você quer mesmo saber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como a vida se levar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é... primeiro viver&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e depois, filosofar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz que é rico... Pode ser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pode ser que não seja...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser rico... é apenas poder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fazer o que se deseja. . .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa eterna e dura lida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;renasço a cada momento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lavando as dores da vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no rio do esquecimento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde o sonhar de outra idade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fé que tive, e perdi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje... chego a ter saudade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;daquele ... que já morri...&lt;br /&gt;</description>
		<guid>http://mmm-amix.blogsitephp.com/Tracos-b1/Filosofia-b1-p208.htm</guid>
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		<title>Nossa cama</title>
		<category>Traços</category>
		<pubDate>2009-09-07T02:33:22Z</pubDate>
		<description>Olho nossa cama. Palco vazio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sem o drama, sem a comédia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do nosso amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa cama branca,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;branca página, em silêncio,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de onde tudo se apagou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Meu Deus! quem poderia ler aquelas ânsias, aquêles gemidos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aquêles carinhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que a mão do tempo raspou, como nos velhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pergaminhos?...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa cama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;imensa, como a tua ausência,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tão ampla, tão lisa, tão branca, tão simplesmente cama,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e era, entretanto, um mundo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de anseios, de viagens, de prazer,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- oceano, que teve ondas e gritos encapelados,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nêle nos debatemos tanta vez como náufragos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a nadar... e a morrer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho a nossa cama, palca vazio,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em nosso quarto, - teatro fechado –&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que não se reabrirá nunca mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa cama, apenas cama, nada mais que cama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alva cama, em sua solidão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em seu alvor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa cama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- campa (sem inscrição)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do nosso amor.&lt;br /&gt;</description>
		<guid>http://mmm-amix.blogsitephp.com/Tracos-b1/Nossa-cama-b1-p207.htm</guid>
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		<title>Teus seios</title>
		<category>Traços</category>
		<pubDate>2009-09-07T02:32:06Z</pubDate>
		<description>Teus seios... quando os sinto, quando os beijo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na ânsia febril de amante incontentado,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;são pólos recebendo o meu desejo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nos momentos sublimes de pecado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E às manhãs... quando acaso, entre lençóis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;das roupagens do leito, saltam nus,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lembram, não sei, dois lindos girassóis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fugindo à sombra e procurando a luz!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florações róseas de uma carne em flor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que se ostenta a tremer em dois botões&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na primavera ardente de um amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que vive para as nossas sensações...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Túmidos... cheios... palpitantes, como&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dois bagos do teu corpo de sereia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tem um rubro botão em cada pomo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como duas cerejas sobre a areia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os tenho nas mãos... Quantas delícias!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arrepiam-se, trêmulos , sensuais,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ao contato nervoso das carícias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tocam-me o peito como dois punhais!...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu lúbrico prazer sempre consolo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na carne destas ondas revoltadas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que são como taças emborcadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no moreno inebriante do teu colo...&lt;br /&gt;</description>
		<guid>http://mmm-amix.blogsitephp.com/Tracos-b1/Teus-seios-b1-p206.htm</guid>
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	<item>
		<title>Esperança</title>
		<category>Traços</category>
		<pubDate>2009-09-07T02:30:44Z</pubDate>
		<description>Não! A gente não morre quando quer,&lt;br /&gt;Inda quando as tristezas nos consomem.&lt;br /&gt;Há sempre luz no olhar de uma mulher&lt;br /&gt;E sangue oculto na intenção de um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que o tempo seja apenas dor&lt;br /&gt;E da desilusão se fique prisioneiro.&lt;br /&gt;Vai-se um amor? Depois vem outro amor&lt;br /&gt;Talvez maior do que o primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho que se afogou na baixa-mar,&lt;br /&gt;De novo há de erguer, cheio de fé,&lt;br /&gt;Que mesmo sem ninguém o suspeitar,&lt;br /&gt;Volta a encher a maré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não penses que jamais hás de achar fundo&lt;br /&gt;Nem que entre as tuas mãos não terás outra mão.&lt;br /&gt;Pode a vida matar o sonho e o sol e o mundo,&lt;br /&gt;Mas não nos mata o coração.</description>
		<guid>http://mmm-amix.blogsitephp.com/Tracos-b1/Esperanca-b1-p205.htm</guid>
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		<title>Gostaria</title>
		<category>Traços</category>
		<pubDate>2009-09-07T02:28:33Z</pubDate>
		<description>Queria compartilhar contigo os momentos mais simples&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e sem importância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sair contigo para passear, sentir-te apoiada em meu braço,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ver-te feliz ao meu lado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alheia a todo mundo que passasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de sair contigo para ouvir música, ir ao cinema,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tomar sorvete, sentar num restaurante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;diante do mar,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;olhar as coisas, olhar a vida, olhar o mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;despreocupadamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e conversar sobre &amp;quot;nós&amp;quot; – esse &amp;quot;nós&amp;quot; clandestino&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que se divide em &amp;quot;tu e eu&amp;quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando chega gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrar alguém que perguntasse: &amp;quot;Então, como vão vocês?&amp;quot;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me chamasse pelo nome, e te chamasse pelo nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e juntasse assim nossos nomes, naturalmente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na mesma preocupação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de poder de repente te dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos voltar pra casa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;( Como se felicidade pudesse ser uma coisa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a que tivéssemos direito como toda gente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria partilhar contigo os momentos menores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da minha vida,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque os grandes já são teus.&lt;br /&gt;</description>
		<guid>http://mmm-amix.blogsitephp.com/Tracos-b1/Gostaria-b1-p204.htm</guid>
	</item>
	<item>
		<title>Vicio</title>
		<category>Traços</category>
		<pubDate>2009-09-07T02:26:30Z</pubDate>
		<description>Tu nunca bates no meu pensamento à hora de entrar.&lt;br /&gt;Chegas de repente, invades tudo, e é impossível te expulsar&lt;br /&gt;por que então já sou eu que te procuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não escolhes momento. É na hora séria ou na hora triste,&lt;br /&gt;na hora romântica, ou na hora de tédio&lt;br /&gt;por mais que me encontres fechado em mim mesmo&lt;br /&gt;entras pelo pensamento, - clara fresta, vulnerável&lt;br /&gt;às lembranças do teu desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando chegas assim, estremeço até regiões ignoradas&lt;br /&gt;me levanto, e saio, sonâmbulo, a te buscar&lt;br /&gt;a caminhar a esmo ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegas - como uma crise a um asmático, - e então&lt;br /&gt;[preciso de ti&lt;br /&gt;como preciso de ar,&lt;br /&gt;e tenho a impressão de que se não te alcanço, se não&lt;br /&gt;[te encontro,&lt;br /&gt;vou morrer, miserável, como um transeunte nas ruas,&lt;br /&gt;antes que o socorro chegue para salvá-lo ...&lt;br /&gt;alcançar-te é um suplício ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu amor para mim - é humilhante a confissão&lt;br /&gt;-Depois que consegues atingir meu pensamento&lt;br /&gt;tua posse é uma obsessão,&lt;br /&gt;não é amor, é vicio ...</description>
		<guid>http://mmm-amix.blogsitephp.com/Tracos-b1/Vicio-b1-p203.htm</guid>
	</item>
	<item>
		<title>Missão</title>
		<category>Traços</category>
		<pubDate>2009-09-07T02:21:25Z</pubDate>
		<description>&lt;font color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Meus versos terão cumprido a sua missão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se puderem ser pedra e areia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;servirem de barricada.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Se puderem ser o hino, quando o desânimo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;se levantar como a poeira dos escombros.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Se puderem permanecer no alto, como a bandeira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;rasgada e irreconhecível, mas tremulando.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Terão cumprido a sua missão&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;se na hora em que precisarem deles&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;não negarem fogo como a boa arma,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;se outros puderem ouvi-lo, como o esperanto,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align=&quot;left&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;font color=&quot;#000000&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size=&quot;3&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;depois da vitória do homem e da vitória do povo.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;</description>
		<guid>http://mmm-amix.blogsitephp.com/Tracos-b1/Missao-b1-p202.htm</guid>
	</item>
	<item>
		<title>Allegro</title>
		<category>Traços</category>
		<pubDate>2009-06-15T17:13:22Z</pubDate>
		<description>Sente como vibra &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doidamente em nós &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um vento feroz &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estorcendo a fibra &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos caules informes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as plantas carnívoras &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De bocas enormes &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lutam contra as víboras &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os rios soturnos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouve como vazam &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A água corrompida &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as sombras se casam &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos raios noturnos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da lua perdida.&lt;br /&gt;</description>
		<guid>http://mmm-amix.blogsitephp.com/Tracos-b1/Allegro-b1-p201.htm</guid>
	</item>
	<item>
		<title>Soneto de meditação IV</title>
		<category>Traços</category>
		<pubDate>2009-06-15T17:10:45Z</pubDate>
		<description>Apavorado acordo, em treva.O luar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como o espectro do meu sonho em mim &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sem destino, e louco, sou o mar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patético, sonâmbulo e sem fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desço na noite, envolto em sono; e os braços &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como imãs, atraio o firmamento &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os bruxos, velhos e devassos &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assoviam de mim na voz do vento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou o mar! sou o mar! meu corpo informe &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dimensão e sem razão me leva &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o silêncio onde o Silêncio dorme &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enorme. E como o mar dentro da treva &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num constante arremesso largo e aflito &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me espedaço em vão contra o infinito.&lt;br /&gt;</description>
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